Os municípios do Alto Tâmega anunciaram sexta-feira que vão unir esforços em defesa da barragem de Vidago, no rio Tâmega, empreendimento que trará benefícios à região "face ao seu relevante interesse nacional e regional". Os autarcas salientam os benefícios para o Alto Tâmega resultantes da criação de postos de trabalho indispensáveis à fixação da população e da regularização do fluxo hídrico daquele rio. Segundo os autarcas, para o desenvolvimento sustentável da região contribuirá o incremento turístico, ao criar um embalse de água e todas as condições para a prática de vários desportos náuticos, ao mesmo tempo que a albufeira garante uma reserva de água para poderá, por exemplo, ser utilizada no combate aos incêndios florestais.
Os autarcas de Chaves (PSD), Boticas (PSD), Valpaços (PSD), Montalegre (PS), Ribeira de Pena (PSD) e Vila Pouca de Aguiar (PSD), que rubricam o comunicado enviado à comunicação social, defendem que este aproveitamento hidroeléctrico deve ser "executado a breve prazo".
A deliberação de apoio à construção da barragem de Vidago surgiu na sequência de declarações do ministro do Ambiente, Nunes Correia, a 17 de Setembro ao Diário de Notícias (DN). Na entrevista, Nunes Correia refere que as três barragens prioritárias do Plano Nacional de Barragens, a apresentar em breve – apesar de ter sido divulgado que seria anunciado na segunda quinzena de Setembro, o que não acontceu –, são precisamente Fridão, Foz Tua e Vidago.
Barragem em Parada de Monteiros, Vila Pouca de Aguiar
O ministro anunciou que o plano é para executar até 2020, sendo que, juntos, os três projectos representam 487 megawatts, quase 10 por cento da actual potência hídrica instalada.
Segundo o referido documento, a barragem – situada nas coordenadas Latitude: 41º 34' 40 '' (N) e Longitude:7º 42' 53'' (W) – será do tipo Arco Abóboda, tendo de altura 93 metros. O comprimento do coroamento não é indicado, mas está previsto um descarregador com a capacidade de 1850 m3/segundo.
A albufeira da barragem ficará situada entre as cotas 297,5 (nível mínimo de exploração) e a 313, que representa o nível máximo em situação de cheia.
Por fim, a capacidade útil da albufeira será de 60 milhões de metros cúbicos, enquanto a capacidade total atingirá 134 milhões de metros cúbicos.
O empreendimento de Vidago – os elementos conhecidos são ainda provisórios, não estando elaborado o projecto final – bem como os anunciados de Fridão e Foz Tua deverão ser objecto de concurso público internacional, podendo concorrer não só a EDP como outros consórcios ligados ao sector da energia.